sábado, 17 de abril de 2010

Esperando a menopausa, com horror, claro, mas consciente

Hoje de manhã assisti a uma palestra, "Alimentação e suplementação na menopausa - prevenções para antes, durante e depois", com a nutricionista Sálua Finamor, promovida pela farmácia de manipulação Verbena, que inaugurou há alguns meses no Copacabana Center, na Vila Assunção. Ótima palestra, a moça entende do assunto e é muito estudiosa. Como sabemoes, a coisa é um horror, menopausa é uma desgraceira completa. Mas podemos tomar precauções e nos prepararmos pra enfrentar esse período, cuidando bastante da alimentação. E claro, com acompanhamento médico, pois milagres não existem.
Bueno, a lição que ficou da palestra é na verdade a lição de sempre, uma alimentação saudável (aquela dieta mediterrânea que tanto se fala ainda é a melhor pedida), contribui, e muito, pro nosso bem-estar. Mas ainda assim, o que achei mais interessante foi a ênfase à compra dos alimentos. Não basta só comer peixe, por exemplo, temos de saber que peixe estamos comendo. Vejam só: o salmão que encontramos nos mercados em geral é importado do Chile e é um salmão de cativeiro, assim como a tilápia. Os criatórios de peixes visam o lucro, com produção em larga escala: os bichos são confinados no menor espaço possível e alimentados com ração e, portanto, carregam uma tonelada de toxinas... (leia um artigo muito esclarecedor no blog e-Boca Livre). Mais ou menos como os frangos, que também são criados em confinamento e se alimentam de ração. Eu evito a todo o custo a carne de frango. Só compro frango caipira, a diferença é gritante e começa pela carne grudada no osso. Nos frangos de cativiero a carne é totalmente descolada do osso, já reparou?? Pense só numa coisa (além da ração que eles comem...): um bicho que não dá um passo em toda a sua vida pode ser saudável? Pois é, já o frango caipira continua se exercitando.
Mas voltando à menopausa, então, tome cuidado na hora das compras. Produtos orgânicos são uma opção consciente, eu já escrevi muito sobre esse tema. Não hesite, vale a pena pagar um pouco mais. E procure pelas feiras de orgânicos, temos algumas muito boas em Porto Alegre. Aqui na Zona Sul onde moro, a feira acontece aos sábados de manhã, em frente à Igreja Nossa Senhora das Graças, na Tristeza. No Bom Fim, há anos existe a Feira Ecológica, também aos sábados pela manhã, que é maravilhosa! Tem de tudo e ainda é um belo passeio. Mesmo nos supermercados a gente encontra muitos produtos orgânicos: pesquise. Uma coisa que você tem que ter em mente é de que o produto orgânico é muito mais rico em nutrientes e em sabor e você vai usar menos quantidade pra obter um prato saboroso e de qualidade. Vejam só: a cultura dos orgânicos regenera o solo e mantém a sua vida intacta. O alimento, por sua vez, é mais nutritivo, possui menor quantidade de água em sua composição (aproximadamente 20%) comparado com um produto convencional. Isto significa que os nutrientes estão mais concentrados, assim como o açúcar e as vitaminas. Por isso, o sabor destes produtos é todo mais acentuado, o que faz a delícia do verdadeiro gourmet. É como um chocolate com elevado percentual de cacau, você vai comer um pedaço bem menor do que o de um chocolate vagabundo, vai ficar bem mais satisfeito e bem servido.
Outra coisa interessante da palestra: evite água com gás. Refrigerante obviamente a gente deve evitar sempre, mas água com gás, que eu adoro, também... fiquei triste, mas é importante saber. Prefira sempre água sem gás do que com gás, pois toda a bebida gaseificada atrapalha a absorção de cálcio pelo organismo. Claro que de vez em quando a gente pode tomar uma água com gás, e até uma coca-cola... mas o bom é evitar ao máximo que se puder. Eu não compro mais refrigerante. Deixo pra tomar eventualmente fora de casa em algum lugar, se der muita, muita vontade. Pois se a vontade não é muito grande, já resisto e peço água ou suco. Resulta que meu filhote também não gosta de refrigerante, ele sempre pede suco nos restaurantes, e eu acho o máximo!
Outra coisa importante: o processo de menopausa começa a partir dos 35 anos. Aos poucos, vamos apresentando os sintomas da queda do estrogênio. E entre os 40 e os 50 anos as oscilações são dramáticas. Sendo que entre os 48 e os 50 começa a estabilizar essa oscilação toda, mas para entrar em queda definitiva (suspiro). E aí estamos na menopausa. Eu já comecei a sentir sintomas muito desagradáveis, sendo o principal uma TPM ainda mais acentuada do que as que eu já tinha, ou seja, o inferno completo... Mas tudo bem, o jeito é encarar a fase de forma bem consciente, pois informação é um bem valioso, em qualquer situação. E buscar recursos na medicina.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Prêmio Joaquim Felizardo


Ontem fomos prestigiar meu escritor Sergio Faraco (na foto Divino, Vera, Faraco e a sua filha Angélica), que recebeu o Prêmio Joaquim Felizardo, no Teatro Renascença.
Criado pela Secretaria Municipal da Cultura (SMC), o Prêmio Joaquim Felizardo homenageia em diversas áreas os artistas, intelectuais, iniciativas, mídia e patrocinadores de destacada contribuição para a cultura da cidade.

Ficamos emocionados com a Orquestra Infanto-Juvenil do IPDAE, da Lomba do Pinheiro, que subiu ao palco com vários dos seus integrantes. E ficamos gratificados de ver, no outro dia, uma matéria sobre o grupo no jornal ZH, pois reclamávamos justamente do pouco espaço na mídia para iniciativas como essa.

Os Premiados
01) Patrocinador Cultural: Walmart
02) Mídia
- Apoiador Cultural: Luís Grisólio
- Jornal: Hélio Nascimento
- Rádio: Programa Sessão Jazz - Paulo Moreira
- Tevê: Alice Urbim
- Especial: revista Norte
03) Tradição e Folclore: Glênio Fagundes
04) Descentralização da Cultura: Orquestra Infanto-Juvenil do IPDAE
05) Manifestações Populares: Rosalina Conceição - Bambas da Orgia
06) Memória Cultural: UFRGS - Recuperação de Prédios Históricos
07) Fotografia: Dulce Helfer
08) Cinema: Antônio Carlos Textor
09) Artes Plásticas: Danúbio Gonçalves
10) Dança: Coletivo de Dança Sala 209
11) Teatro: Ivo Bender
12) Música: Celso Loureiro Chaves
13) Literatura: Sérgio Faraco
14) Especial - Paixão pela Cultura: Ruy Carlos Ostermann
15) Especial - Intelectual: Antônio Hohlfeldt

Delícias judaicas da Sabra

Ontem fui na Palavraria levar para o Fernando, organizador da FestiPoa Literária, o DVD do curta-metragem adaptado do conto de Sergio Faraco, Um aceno na garoa, que será exibido na quarta-feira, dia 21, no CineBancários, e como eu estava ali ao lado da Fernandes Vieira, dei um pulinho na Sabra pra comprar algum quitute para o jantar.
Adoro todas as comidinhas judaicas da Sabra e comprei Varenikes (pasteizinhos cozidos recheados de batata ou ricota), que é só aquecer no forno. R$ 15,00 a bandeja com 20, é um bom preço. Mas claro que nunca consigo sair com um único pacote e comprei também uns salgadinhos de parmesão e alho (o formato parece de uma hóstia), levam apenas um pouquinho de farinha de trigo pra dar liga na massa e por isso o gosto é bem forte. R$ 5,00 o saquinho, mas, como eu já falei, é forte e, portanto, você não vai devorar todo o saco de uma vez só. Pensei que o Homus daria uma boa combinação (veja a foto) e não me enganei, fica muito gostoso, equilibrando sabores forte e suave. Comprei ainda um potinho de Berinjela picante, que é sempre uma delícia, por R$ 6,00.
Aproveitei que estava na frente do Zaffari e entrei pra fazer as outras compras do dia-a-dia e peguei ainda pão árabe, da Baalbek, por R$ 3,35 (saco de 400gr) e alho-poró. Adoramos beirute de presunto e queijo com alho-poró em rodelinhas e um fio de azeite. Faço na torradeira mesmo.

SERVIÇO
Sabra - R. Fernandes Vieira, 366. Bom Fim. Tel: 3311.3666
Zaffari Fernandes Vieira – R. Fernandes Vieira, 401. Bom Fim. Tel: 3311 5868.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Viva! Aspargos frescos por um bom preço

Aspargos frescos são uma dádiva da natureza. Pra mim, não há vegetal mais saboroso. A primeira vez que provei foi uns 20 anos atrás, no tradicionalíssimo restaurante do Hotel Ca´d´Oro, em São Paulo, num almoço com o José Onofre e o Armando Coelho Borges, e até hoje lembro de como vibrei. Era bem desse jeitinho que passo a receita pra vocês, só salteado na manteiga. Ficou sendo um dos meus pratos prediletos.
No Hemisfério Sul, a época dos aspargos é na primavera, entre setembro e dezembro, mas como são cultivados também em estufas, podemos encontrá-los o ano todo. Sempre que vou ao Mercado Público de Porto Alegre, dou uma especulada nas bancas, mas o preço me desanima, acho caro R$ 15,00 por um molho magrinho de aspargos. Mas na sexta-feira encontrei no supermercado Nacional um molho de aspargos brancos, grossos, lindos, por R$ 6,90 e comprei na hora, claro! São importados do Peru, os maiores produtores hoje em dia, junto com o México, e cultivam diversas variedades, como estes brancos (crescem privados da luz) e verdes (são mais ácidos) e também os violetas (mais doces). Fiz para o almoço de domingo na casa da minha mãe, pois ela estava preparando uma paleta de cordeiro no forno, temperada como só ela consegue, misturando alho, alecrim, sálvia, pimenta e vinho. Levei um pão de centeio com sementes de papoula e uma baguete, da Carina Barlett Boulangerie (a melhor padaria da cidade, segundo votação da Revista Veja Comer & Beber Porto Alegre deste ano - eu assino embaixo). A minha mãe ainda preparou uma bela salada de folhas verdes e outra salada de batatas com maionese caseira para o pimpolho. Acompanhamos de um Cabernet Franc.

RECEITAS
Aspargos na frigideira
(Para 4 pessoas)
INGREDIENTES
Um molho de aspargos brancos ou verdes, grossos ou finos.
Manteiga
Sal
Salsa
MODO DE FAZER
Aqueça 2 colheres de sopa de manteiga numa frigideira larga, junte os aspargos inteiros, salpique um pouco de sal e cozinhe por cerca de 3 minutos (aspargos finos) ou 4 minutos (aspargos grossos), virando-os para que cozinhem por igual. Acrescente um punhadinho de salsa picada. Os aspargos brancos ficarão lindos, com um tom castanho.
Dicas: Eu sempre gosto de acrescentar um toque de vinho (ou de outra bebida alcóolica) no preparo dos pratos, mas os aspargos são meio complicados. De qualquer forma, dá pra dar um toque com um vinho branco encorpado.
Acrescente poucos grãos de pimenta branca na hora de aquecer a manteiga, se quiser dar um perfume a mais e um picante no prato.
Leve para a mesa na própria frigideira e passe o pão no molhinho do fundo.

Aipo e aspargos grelhados
(Para 4 a 6 pessoas)
Corte 110g de aspargos e 12 pedaços de aipo de 12cm e unte tudo ligeiramente com óleo de noz de macadâmia (a rainha das nozes, natural da Austrália) e asse no forno quente durante 3 minutos ou até estarem tenros. Deite por cima um pouco de vinagre balsâmico, salpique com pimenta e cubra com raspas de queijo parmesão (ou mesmo com parmesão ralado grosso, o melhor que temos nos supermercados é o da Kunzler).
Essa receita é do Livro essencial da cozinha vegetariana. Há outras ótimas receitas com aspargos, aliás, com todos os vegetais, é um livro indispensável na biblioteca de qualquer amante da culinária.

SERVIÇO
Supermercados Nacional – Loja do bairro Tristeza, na AV. WENCESLAU ESCOBAR, 2770
Carina Barlett Boulangerie – Rua João Telles, 237. Bom Fim. POA. Tel.: 51 3222.7878. Todos os dias, das 9h às 21h.
Grand Hotel Ca’d’Oro – Rua.Augusta, 129. Centro. SP. Tel: 11 3236.4300. DDD Gratuito: 0800 17 00 90. O hotel fechou em dezembro de 2009, com a promessa de reabrir depois de uma reforma – leia no blog da Alexandra Forbes e no Estadão.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

O cortiço

A coluna de hoje do David Coimbra é cirúrgica na análise do que está acontecendo no Rio de Janeiro e que é um retrato de toda uma vergonha do nosso Brasil.
(...) O Brasil foi o último país do mundo a abolir a escravidão, mas nem ao aboli-la lavou-se de sua desonra. Agora mesmo, no Rio de Janeiro flagelado, lateja essa dor. Pois quem são esses que morrem sufocados pela terra que se desprende dos morros cariocas? Descendentes de escravos e ex-escravos expulsos do Centro quando o Rio se transformou no que hoje é. (...)Essa gente pingente das favelas não foi libertada da escravidão; foi atirada à liberdade. Para eles, nunca houve planejamento, muito menos investimento. Hoje, Lula dá certa atenção a esses desgraçados. Não é o ideal, claro que não. Porque não é uma ajuda estratégica; é uma ajuda tática. Mas, ao menos, é algo. Para quem não tinha nada, talvez seja muito. (...)
A coluna deve ser lida na íntegra, acesse o blog do David Coimbra.

domingo, 4 de abril de 2010

Páscoa em Gramado ainda é uma boa pedida


A cidade esteve muito cheia e o trânsito lento. Mas ainda é um lugar bacana de se ir na Páscoa, por toda a tradição do chocolate.
A dica aqui é dos chocolates Prawer, que teve grande procura pelos ovos e outras delícias, assim como os lanches da Casa da Velha Bruxa. E não é por ser meu cliente, é que o chocolate da Prawer é mesmo o melhor chocolate artesanal que temos aqui no Sul. Aliás, é meu cliente por ser o melhor, como eu poderia trabalhar com outro chocolate, sendo tão criteriosa nestes assuntos gastronômicos?
Visite o blog da Prawer e saiba mais.
A decoração nas ruas de Gramado perdeu para Canela, mais criativa e lúdica. Mas para comer, Gramado ainda ganha disparado. Uma ótima dica continua sendo o Moscerino, do Muskito, sempre atencioso e apresentando sua cozinha competente. No jantar de sábado eu pedi nhoque com abobrinha, cogumelos e molho de vinho e ervas, meu sobrinho Pedro pediu nhoque com molho gorgonzola e iscas de filé, a namorada dele, Marina, pediu um talharini verde com camarões e o meu filhote Cássio (que está se saindo um ótimo fotógrafo - veja a foto aí abaixo), seu eterno spaghetti ao pesto. Os pratos estavam todos excelentes. E o Di Pietro, do Josiano, também merece ser citado. O buffet está cada vez melhor e no almoço da Sexta-feira Santa era difícil optar entre tantas opções de peixes, maravilhosos. Fui no bacalhau grelhado no ponto, tenro e úmido, perfeito.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Caça ao ninho em Gramado

Promovemos o evento no Parque Knorr nesta Páscoa e foi muito bacana.
Veja a matéria da Rede Bandeirantes, mas não reparem no meu cabelo todo desgrenhado..
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